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Gerações X, Y e Z!

10/3/2011 08:27:47 - rh.com.br

Por Wagner Campos para o RH.com.br

Wagner Campos é Palestrante e Conferencista em Vendas, Motivação e Liderança. Diretor da True Consultoria. Administrador de empresas e Especialista em Marketing. Atuou em grandes empresas como Cia Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos, Bebidas Wilson e Sebrae. É autor do Livro "Vencendo Dia a Dia" e Coordenador e Prof. dos cursos de Marketing, Com. Exterior, Logística Empresarial e Recursos Humanos da Universidade Paulista – UNIP e Prof. e Coordenador do Curso de Marketing do Grupo Unianhanguera Educacional.

O assunto relacionado ao conflito das gerações existentes tem sido abordado com grande frequência em todo o mundo. No Brasil, talvez com um pequeno atraso, mas também tem se preocupado com esta identificação e tentativa de equilíbrio entre as gerações.

A geração X (idades entre 30 e 45 anos) enfrenta algumas dificuldades em se adaptar à geração Y (idades entre 20 a 30 anos) e vice-versa. A geração X é preocupada com o conhecimento, a experiência e o foco. A geração Y tende a fazer várias coisas ao mesmo tempo. Em 60 segundos já conseguiram pesquisar na internet, conversar com 10 pessoas simultaneamente no MSN, mandaram várias mensagens no celular, atenderam ao telefone e ficam dando palpites sobre a mensagem que o outro colega mandou em um dos 25 e-mails que ele acabou de ler. É..., esta turminha da geração Y é muito aceleradinha.

Com a facilidade da experiência e de conhecimento, a geração X tem maior facilidade de acesso aos postos de trabalho. Mas como toda instituição é orgânica, tende a crescer e se adaptar às tendências de mercado e rapidamente absorve a turminha da geração Y. É neste momento que começam alguns impasses. Eventualmente, a geração X não está preparada para treinar e ser substituída futuramente pela geração Y e, esta última, acredita ser mais prática que a geração X e que pode ser muito mais ágil.
E a empresa? Fica igual pano em boca de vaca! Se puxar rasga se soltar engole, ou seja, se der prioridade para a geração X poderá vir a se estagnar. Se der maior atenção apenas às sugestões e às ações da geração Y pode deixar de desenvolver estratégias competitivas importantes para a empresa, uma vez que a geração X domina a informação e tem grande experiência.

É necessário então, desenvolver um clima de cooperação organizacional, ou seja, envolver as gerações X e Y de forma que uma esteja preparada para respeitar as diferenças existentes e aprender uma com a outra, pois há muito conhecimento que pode ser trocado entre as duas gerações, cada um à sua realidade. O equilíbrio deste relacionamento é imprescindível para o sucesso. A geração X ainda tem muito para contribuir e precisará conviver com a geração Y por muito tempo. A geração Y vai se adaptar e entender a importância da cultura organizacional e do comportamento interpessoal e ambas vão colaborar para o aumento de seu próprio desenvolvimento. No entanto, sempre será necessária a existência do respeito.

E se ambas acreditavam que bastava romper este paradigma e tudo se resolveria, precisam estar preparados para os nativos digitais, ou seja, os que nasceram no final dos anos 90 e estão, hoje, com aproximadamente 17 anos. Ainda mais agitados que a geração Y, são impacientes e acostumados com a agilidade do mundo virtual, têm muito que aprender sobre pessoas, comportamento e análise, mas estarão muito melhor conectados com o mundo, do que qualquer outro.

Estes estão literalmente "no outro lado da linha". Amigos virtuais, conversas virtuais... A adequação deste novo perfil será muito mais delicada, pois não têm a mesma flexibilidade que as demais gerações. Mas, serão imprescindíveis futuramente, pois estes mesmos futuros profissionais são também o alvo da maioria das empresas e para entender sobre este mercado, nada mais adequado que lidar com este perfil, também, dentro de sua instituição!

 



(rh.com.br)

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