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PEQUENOS ROTEIROS: BONS NEGÓCIOS

3/3/2006 17:01:08 -

Se vasculharmos os roteiros turísticos oferecidos, constata-se um vazio mercadológico: a maioria deixa os destinos de curta duração e baixa quilometragem à descobertos. Tal tendência está sendo revertida. Se tomarmos alguns indicadores como: populações concentradas nas grandes áreas metropolitanas do país; o número de pessoas da terceira idade e aposentados; a quantidade de pessoas que, mesmo possuindo habilitação para dirigir, tem medo de enfrentar estradas; as pessoas descasadas, viúvas e solteiras; as de faixa etária até 13 anos; as dificuldades econômicas para gastos mais altos; a tendência de viajar mais vezes foras das férias anuais, pede novas alternativas de roteiros.

É preciso pois, quebrar tabus.

O primeiro que roteiros de curta duração e baixa quilometragem são inevitáveis economicamente. Os mesmos não podem ser vistos como conceito de turismo social, ou como ações voltadas para os denominados “farofeiros”.

O segundo que o público só quer excursões de média e longa duração, acoplados a médias e longas distancias.

O terceiro: que para roteiros de pouca quilometragem os interessados vão por conta própria.

Devemos atentar para a quantidade de pessoas que nos grandes feriados permanecem na cidade e poderiam ser conquistadas com programação diferenciada junto a hotéis, spas , parques temáticos entre outros.

Devemos realizar levantamento de opinião, pesquisas concentradas em fábricas, escritórios, condomínios, faculdades, escolas, aéroportos, estações rodoviárias, postos de gasolina , etc e depois trabalhar os resultados e oferecer ao público , os destinos que foram indicados, com os preços mais justos. Imprescindíveis ações de parcerias no receptivo, envolvendo governo local, comunidade, empresários, fornecedores de serviços, juntamente com os agentes de viagens .

Os caminhos da venda devem ser diferenciados, sendo tais excursões apresentadas e até comercializadas em super e hiper mercados, shopping centers, grandes shows, casas noturnas, faculdades, escolas, clubes, levando assim, o agente de viagem a esses locais de compras , lazer, entretenimento e cultura.. Esse vazio e ao mesmo tempo nicho, podem ser ocupados por “pool” de pequenas agencias , minimizandfo custos e ampliando horizontes.

Outra possibilidade é o roteiro temático, que além de amarrar todas as opções de lazer, traz consigo atividades específicas ,de educação, treinamento, cultural, ambiental, científico, técnico, como por exemplo: esportes radicais, sáfari fotográficos, exploração de cavernas, mini spa, com mínimo de pernoites, tendo como possível alternativa de alojamento as propriedades rurais, onde a vivência do campo, mesmo perto dos grandes centros, com alimentação típica, sejam motivos de satisfação e aumento de vendas.
Otavio Demasi é Jornalista e Consultor em Turismo – odtur@ig.com.br


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