Londrina - O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) da Polícia Civil do Paraná cumpriu, ontem, 33 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma quadrilha de hackers e correntistas, especializada em furtar dinheiro de contas bancárias através da internet. Outras duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma. De acordo com a polícia, até o final da manhã, havia ainda seis mandados de prisão para serem cumpridos.
O grupo, comandado por hackers, contava com a colaboração de correntistas que recebiam parte do dinheiro furtado das contas. A polícia estima que a quadrilha já tenha lucrado mais de R$ 3 milhões sacando ilegalmente o dinheiro de pessoas de todos os lugares do Brasil. “É uma operação que mostra a eficiência da polícia especializada do Paraná no combate aos crimes modernos, como o furto de dinheiro através da internet”, disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.
As prisões aconteceram quase simultaneamente, durante a Operação Anti-Spam, iniciada às 6 horas, em Guaratuba, Apucarana e Londrina, onde, segundo a polícia, ficavam os principais integrantes da quadrilha. Dos 39 mandados de prisão, 21 eram de prisão preventiva e 18 de prisões temporárias. Nas mesmas cidades, também foram cumpridos os mandados de busca que apreenderam equipamentos de informática, celulares, veículos, HD’s, notas fiscais, extratos bancários, cartões bancários, talões de cheque, boletos e faturas de luz e telefone. A Justiça também atendeu ao pedido da polícia paranaense e decretou o seqüestro de nove veículos e também das instalações de duas empresas.
Foram bloqueadas 23 contas bancárias do grupo. “Pedimos ao Banco Central que nos ajude a fazer uma busca nacional para encontrar outras contas nos nomes dessas pessoas para que possam ser imediatamente bloqueadas”, disse o coordenador estadual do Nurce, delegado Sérgio Inácio Sirino.
(oparana.com.br)